quarta-feira, 20 de outubro de 2010

Redenção

Aquelas minhas convicções caíram todas por terra, não é fácil resolver problemas de matemática, agora não há mais tempo. Superar nem sempre foi à palavra mais usada, me surpreendo com minha própria coragem. Acidentes não acontecem por acaso.
A maldita cerveja não me embebeda como antes, nenhuma comida me nutre mais. Flagelo meu corpo com um cilício, o sangue que eu vejo escorrer não pode mais salvar a humanidade. E o tempo passou agora…
De uma estranha varanda, é possível ver o mar secando, é possível ver montanhas aparecendo em seu leito. Os pássaros quebram suas próprias asas, como vai ser possível voar? Voar daqui?
O caus aterroriza a igreja, santos caíram pelo pecado, onde estará Cristo? O passado tem voltado no tempo, o presente agora é ontem, passos a frente são passos para trás. Há papeis jogados no chão, e pais tornando-se homens de suas pequeninas filhas.
O mais intenso sofrimento é carregado nas costas, à eternidade é apenas uma ilusão, engano minhas memórias com fantasias, o meu inconsciente quebra a resistência e vem à tona tudo que eu mais temo sobre como realmente sou. As mentiras formaram meu ser e não há ninguém que possa negar. Como dói o grito dos inocentes!
Queria voltar ao futuro e corrigir meus erros, um sentimento de compaixão floresce em mim nessa hora, dizem que a historia sempre se repete; terei coragem de negá-Lo de novo? O que vejo me transforma na pior das criaturas, não dar para ver minha alma angelical depois disso.
E, eu caio e não me levanto.
Imploro…
Até suplico,
E nada mais pode me salvar.

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