quarta-feira, 20 de outubro de 2010

Múltiplos da sala vazia

No relógio ao lado batem apenas 7:30 da manhã, vozes no corredor não são reconhecidas, o barulho do ventilador acalma os nervos.
Do lugar vazio só uma presença se faz presente, a mente insana procura um lugar para repousar, os pés cansados doem ao tocar o chão.
O aroma de giz lembra  gesso, no quadro da parede se lê percepção. Perceber quando tudo esta errado, quando o certo sempre esta certo; no barulho do avião que passa sem ninguem ver, so ouvir, uma vontade de seguir andando cresce por dentro.
Correr pelos campos abertos, dos lugares desertos, dos olhos corbertos por lagirmas que não voltam nunca mais. Mais do mesmo desejo represso, terror, tordor, compor a melodia da vida para um músico com gaita tocar…
Cadeiras brancas sem manchas, so vazias se podem enxergar, lembranças caladas do barulho auto me faz acordar. O piso com pequenos grafites barulham quando forte pisar, no teto tão branco só falta uma manchinha pra vida ganhar.
O contraste do louro com o castanho ( agora preto), o coração faz apertar. O vento falso sopra por cima fazendo os longos cabelos salientar. Do lápis cinza palavras avulsas não descrevem que da porta azul a sala branca se faz perceber, ao se perder na imensidão do branco que a faz florescer…

P.S. texto escrito na sala 18 campus Liberdade da FMU
P.SII. À Maria Julia Capelato e Pauluana Bernardes (I miss you)

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