E a partir de agora, só me resta ficar sozinha, tudo que eu tinha de mais intimo acabou se perdendo sem que eu me desse conta. Fantasmas do passado aterrorizam as minhas lembranças, o pouco que ainda me resta de nada acabou valendo. É como se todos os meus sapatos não me servicem. Todas as minhas roupas foram jogadas ao chão, e aquele caminho não me pertence, como um dia pertenceu.
De tudo, o que é inglório acaba sobressaindo, aqui olho no espelho e vejo a imundice de minha alma…
O trem passa a uma velocidade lenta, é possível ver os que se jogaram na linha, as grandes árvores transformaram aquilo que eu mais almejava num simples plano de outono.
E tudo passa rápido de mais, minhas amigas se tornam mães, meus amigos ate se casam e, eu me perco de mim, a tudo agora tenho pena, é bem mais do que acordar num dias de chuva. Minhas pernas cansadas não podem desistir da caminhada. Você reclama quando eu peço a sua presença, eu não tenho a intenção de te magoar, mas talvez você esteja jogando tudo para o alto mais uma vez…
Agora mesmo sonhei com o céu azul da minha casa, nunca é possível dizer, as intenções acabaram sendo as piores.
E eu? Mais uma vez não sei a resposta…
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